Vitória
Narrando
A semana passou de
pressa, e eu estava cada vez mais atolada no trabalho, resolvi aumentar mais
minha carga horária, trabalhava mais duas horas ao dia e por isso eu mesma
acabava fechando meu consultório. Meu pai e meu irmão não concordaram muito
mais respeitaram já minha mãe, por ela eu podia morrer dentro daquele
consultório, se ela já não gostava da minha profissão, quanto mais opinar sobre
ela. Ela também estava passando mais tempo no ateliê dela, ela amava o que
fazia, tentou me incentivar a seguir o mesmo caminho mais não deu muito certo,
dona Suzana realmente não gosta de ser contrariada.
Tinha acabado de atender
meu último paciente quando meu celular começou a tocar, o peguei em cima da
mesa e vi que era a Bruna irmã do Luan, já tínhamos nos falado outras vezes
depois do jantar na casa dela e já nos tornamos grandes amigas, o que estava
causando um pouco de ciúmes na Alice, mas prometi que apresentaria as duas o
mais breve possível.
Ligação
on
Vitória:
Oi Bru, tudo bem?
Bruna:
Oi Vi, tudo sim e você?
Vitória:
Tá tudo bem, mas me diga, a que devo a honra da sua ligação?
Bruna:
Cê tá muito ocupada?
Vitória:
Não, por quê?
Bruna:
Topa jantar comigo agora?
Vitória:
Claro, a onde? Eu tô saindo consultório agora posso te encontrar lá.
Bruna:
Se importa se eu for rapidinho a pro se consultório de táxi pra ir junto?
Vitória:
Claro que não, eu vou te esperar. Até daqui a pouco.
Bruna:
Até.
Ligação
off
Acabei de arrumar minhas
coisas na minha sala, liguei em casa e avisei que não jantaria lá. Fui pra
recepção esperar a Bru e em menos de dez minutos ela já estava ali. Terminei de
fechar o local e fomos no meu carro pro restaurante. Bruna já havia feito uma
reserva de uma mesa enquanto ia me encontrar e logo que chegamos já fomos
dirigidas a ela.
-
Como está o teatro Bru? – Perguntei depois que o garçom nos serviu uma taça de
vinho branco.
-
Tudo caminhando bem, eu tô muito feliz, estou me sentindo realizada. – Sorriu.
-
Que bom, a realização é uma coisa ótima sem sombras de dúvidas.
-
Você é bem realizada né Vi?
-
Graças a Deus sim, eu amo o que eu faço.
-
Você falando assim me lembra meu irmão. – Sorriu. - Ele realmente amor a
profissão dele.
-
Eu imagino, tem que ter muito amor mesmo. – Sorri. – Não sei se aguentaria não.
– Demos risada.
-
É realmente, lidar com a falta que ele faz em casa não é fácil. – Sorriu
triste.
-
Mas ele deve ser uma ótima pessoa. – Falei.
-
Vocês precisam se conhecer melhor. – Falou animada
-
Claro, não vai faltar oportunidade.
-
Me admira sua mãe uma grande estilista e você médica, dois opostos. – Sorri. –
Você nunca quis seguir os passos dela?
-
Quando eu era criança eu vivia no ateliê com minha mãe, ela sempre quis que eu
seguisse seus passos, quando era menor admito que queria sim, mas quando fui
amadurecendo e realmente tendo que tomar essa decisão o amor pela medicina
falou mais alto, por isso até hoje ela não aceita muito bem minha escolha. –
Falei sincera.
-
Ela não aceita sua profissão. – Me olhou espantada. – É uma profissão pra quem
tem o dom.
- Bom digamos que a dona Suzana não gosta de
ser contrariada, segundo ela, passou boa parte de sua vida tentando me
convencer e eu nem dei bola. Minha mãe é um caso sério e complicado. –
Sorrimos.
-
Mas e seu pai?
-
Meu pai é meu herói, nunca tentou me influenciar a nada, nem o meu irmão,
quando disse a ele que queria medicina, ele não se opôs, apenas me apoiou e se
encheu de orgulho diferente da minha mãe que deu um show por ele estar apoiando
minha escolha. Vai entender. – Falei divertida.
-
E seu irmão sempre trabalhou com seu pai?
-
Sim, desde que se formou em Direito. Ele também gosta muito do que faz.
-
Imagino.
-
Vocês também precisam se conhecer direito, aliás, não só meu irmão, mas também
minha melhor amiga a Alice.
-
Que tal marcarmos alguma coisa no fim de semana?- Perguntou.
-
Ótima ideia, eu chamo meu irmão e a Alice e o irmão dela aí a gente sai.
-
Ok combinado.
Fizemos nossos pedidos e
jantamos em meio a mais conversa, após sairmos do restaurante deixei Bruna na
casa dela e fui pra minha. Cheguei em casa já era mais de meia noite, ao
adentrar a sala de casa, uma luz se acendeu e eu levei um susto.
-
Ai mãe que susto. – Falei colocando a mão no peito.
-
A onde você estava Vitória? – Ela me questionou e sua cara não era das melhores,
pra variar.
-
Eu saí pra jantar com uma amiga. – Falei a verdade.
-
E porque chegou essa hora? Foi mesmo um jantar entre amigas ou tem homem
envolvido nessa história? – É literalmente eu não sabia a onde ela queria
chegar com essa história.
-
Mãe a onde a senhora quer chegar com essa história? Eu já disse que fui jantar
com uma amiga e demorei sim, ficamos conversando e não tem homem nenhum no meio
não. – Falei já irritada.
-
Eu não quero chegar em lugar algum, só queria saber se minha filha não estava
andando com um qualquer. – Disse se levantando e indo em direção as escadas.
-
A senhora por acaso acha que sou uma qualquer pra andar com qualquer um por aí?
-
Eu só não quero meu nome envergonhado de novo. – Ela nem se deu o trabalho de
virar pra mim. – Boa noite. – Subiu as escadas e eu nem respondi.
Eu mereço belo jeito de
terminar a noite, aturando as loucuras da minha mãe, não sei quanto tempo vou
aguentar isso. Subi pro meu quarto tomei um banho e caí na cama apagando logo
em seguida.
NOTAS:
OIE AMORES, EU NÃO APARECI ONTEM NÉ? ME PERDOEM, TIVE UM COMPROMISSO ONTEM NO FINAL DA TARDE QUE DEMOROU MAIS DO QUE EU IMAGINAVA, QUANDO CHEGUEI EM CASA JÁ ERA TARDE E PREFERI ADIANTAR MAIS UM CAPÍTULO DA FIC EM VEZ DE POSTAR. ESPERO QUE ME ENTENDAM!
BOM AGORA VAMOS PARA O CAPÍTULO... UM JANTAR ENTRE AMIGAS, O QUE ACHARAM??? HAHAHAHA E DE NOVO A MÃE DA VI, O QUE SERÁ HEIN???? HAHAHAHA
COMENTEM AÍ O QUE ACHARAM, VOU TENTAR POSTAR MAIS UM CAPÍTULO ESSA SEMANA OK?... BOM É ISSO... DIVIRTAM-SE E ATÉ O PRÓXIMO HAHAHA
BEIJO AMO VOCÊS!!!
Nenhum comentário:
Postar um comentário