Vitória Narrando
Assim
que cheguei da academia, meu pai estava na sala lendo um jornal, era costume
dele no final da tarde ou na parte da manhã lê-lo, sorri dos costumes dele.
-
Oi pai. – Sorri caminhando em sua direção.
-
Filha. – Sorriu também. – Senta aqui. – Ele bateu no espaço ao lado dele no
sofá deixando o jornal na mesa de centro, eu deitei a cabeça em seu ombro e ele
deu um beijo em minha testa.
-
O que aconteceu em seu Ricardo? – Perguntei
-
Nada meu amor só estava com saudades desse seu abraço. – Sorriu.
-
Uhm, sinto muito em te desapontar Doutor Ricardo mais eu estou suada e
precisando de um banho. – Sorri e ele retribuiu o sorriso.
-
Vai lá filha, mas depois me encontra no escritório, quero falar com você. –
Disse.
-
Tudo bem pai – Levantei do sofá. – Eu vou tomar banho e a gente conversa.
Subi
as escadas em direção ao meu quarto, queria muito saber o que meu pai queria
falar comigo, mais agora banho. Entrei no banheiro, me despi e liguei o
chuveiro a água estava quente fazendo os músculos do meu corpo relaxarem,
queria ficar ali por muito tempo até encher a banheira quem sabe, mas me
lembrei do combinado com meu pai, e resolvi encerrar o banho. Sai enrolada em
uma toalha e fui direto pro closet a procura de uma roupa pra vestir, terminei
e desci em direção à cozinha, sorri ao abrir a geladeira e encontrar o meu bolo
favorito, é dona Suzana estava me surpreendendo hoje. Peguei um pedaço do mesmo
e me sentei em cima do balcão da cozinha, sorri mais uma vez lembrando que, se minha
querida mãe me visse ali em cima teria um ataque, terminei de comer e fui em
direção ao escritório conversar com meu pai.
-
Pai. – Bati na porta uma vez, coloquei apenas a cabeça pra dentro e chamei.
-
Entra filha. – Ele mexia em alguns papéis. – Senta. – Me sentei a sua frente.
-
Pode falar pai. – Ele me encarou e segurou minhas mãos por cima da mesa.
-
Filha me perdoa... Me perdoa por te fazer chorar mais uma vez. – Ele suplicava.
-
Pai... – Apertei suas mãos.
-
Vitória, por favor... Filha me perdoa vai.
-
Pai calma, não precisa desse desespero todo, eu não tenho nada o que perdoar,
eu só não gosto de ver você e a mamãe brigando, sempre foi assim, eu só tento
entender e me desespero. – Encarei seus olhos e sorri. – Eu só me preocupo com
vocês, não vejo motivo pra isso tudo pai, é só isso, eu amo muito vocês. – Me
levantei fui em sua direção e me sentei em seu colo, meu pai já chorava, esses
meus velhos hoje estavam emotivos.
-
Eu te amo muito filha, não gosto de te fazer chorar. – Me abraçou.
-
Eu sei pai, tá tudo bem, vamos mudar de assunto vai. – Sorri e me levantei do
seu colo puxando cadeira pro seu lado.
-
Vai sair hoje? – Ele perguntou.
-
Não, por quê?
-
Um cliente e amigo meu, marcou um jantar em sua casa hoje, e convidou todos
nós, gostaria que você também fosse. – Ele me olhou.
-
Claro que eu vou pai, o Vitor vai também?
-
Vai
-
E que horas vai ser?
-
Combinamos as 20:00.
-
Nossa então vou me arrumar né, o senhor também pode ir fazer o mesmo Doutor
Ricardo. – Falei engraçada.
-
Eu vou sim.
-
A mamãe tá no quarto?
-
Tá sim, passou o resto da tarde lá. – Falou triste.
-
Tudo bem, eu vou me arrumar, até daqui a pouco. – Sai do escritório em direção
ao meu quarto.
Pensei
em passar no quarto dos meus pais e ver como minha mãe estava, mas desisti, ela
já devia estar se arrumando. Desviei meus pensamentos com o meu irmão saindo do
seu quarto.
-
Nossa gente, esse é o meu irmão mesmo? – Rimos.
-
Gostou? – Ele deu uma voltinha.
-
Tá gato. – Sorri.
-
Já vai se arrumar?
-
Sim. – Respondi- Você sabe quem são os clientes do papai, do jantar de hoje a
noite?
-
Sinceramente, não – Sorriu- Eu deveria saber, mas não sei o papai nem sempre me
conta sobre todos os clientes dele, mas acredito que esse seja muito
importante.
-
Tudo bem, eu vou me arrumar então. – Dei um beijo em sua bochecha e fui pro meu
quarto.
Entrei
em meu quarto e fui em direção ao meu closet, próxima tarefa, escolher uma
roupa para esse jantar. Porque eu estou tão ansiosa pra essa jantar? Poxa eu
acabei de saber dele, é um jantar de negócio do meu pai e confesso não a melhor
atividade em família pra se fazer, mas nunca deixei de ir a um, mas esse está
me despertando uma ansiedade louca. Balancei a cabeça desviando meus
pensamentos e me concentrei em escolher uma roupa, depois de muito olhar escolhi
uma:
Terminei
minha maquiagem e estava pronta, desci as escadas sobre o olhar atento da minha
família, meu pai como sempre gostava de fazer comigo me buscou no pé da escada
me elogiando.
-
Tudo bem, muito lindo esse momento pai e filha, mas agora podemos ir? – Disse
minha mãe.
Estava
demorando para dona Suzana soltar uma pérola dessas, realmente eu não entendo o
humor da minha mãe.
-
Tudo bem vamos. – Eu disse antes que uma discussão se instalasse ali.
Saímos e fomos e
direção à casa do cliente do meu pai.
NOTAS:
AMORES TÔ EU AQUI, DESCULPA A DEMORA RSRSRS...
É REALMENTE PARECE QUE TEM MUITO AMOR ENTRE PAI E FILHA... O QUE ACHAM?? COMENTEM AI AMORES.
BEIJOS AMO VOCÊS!!
PS: COMENTÁRIOS ANTERIORES RESPONDIDOS.

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