Vitória
Narrando
Na
manhã seguinte acordei, com muita dor de cabeça, não tinha bebido muito na
noite anterior, deveria ser o pouco que havia dormido. Fui ao banheiro escovar
os dentes, quando sai, escutei algo que a algum tempo eu não escutava, vozes
alteradas, era impressão minha ou meus pais estavam discutindo de novo? Saí do
quarto e já no corredor as vozes aumentaram, tive certeza que era isso que
estava acontecendo, meus olhos já estavam cheios de lágrimas, eu sabia que o casamento
dos meus pais não era dos melhores, mas vê-los discutindo sempre acabava
comigo, eu nunca soube o motivo dessas brigas, nem eu nem meu irmão, mas eu
sentia bem no fundo do meu coração que essas brigas tinham alguma coisa haver
comigo.
Sai
correndo pro quarto do Vitor, ele sempre me consolava desde pequena quando
nossos pais brigavam.
-
Vitor... Vitor acorda. – Meus olhos estavam embaçados, e as lágrimas escorriam
no meu rosto, ele se mexeu na cama se sentando e eu sem pensar o abracei e
chorei mais.
Vitor Narrando
Vitória
entrou no meu quarto me chamando desesperada, mau me sentei na cama para ver o
que ela queria e ela já se jogou em cima de mim chorando desesperada.
-
Vitória... Vitória olha pra mim – Falava com ela, mas minha irmã só sabia
chorar e me abraçar. – Para de chorar e me fala o que aconteceu, por favor. –
Pedi.
-
O papai e a mamãe Vitor, eles estão brigando.
Não
acreditei quando Vitória me disse que nossos pais estavam brigando, eu não
entendia o motivo da briga daqueles dois, minha mãe parecia que não era feliz
nesse casamento, desde pequeno eu sentia isso, perguntei uma vez isso a ela mais ela negou dizendo que amava meu pai.
-
Calma tá, calma, eu vou lá ver o que esta acontecendo. – Beijei sua testa e ela
assentiu deitando na minha cama.
Vesti
uma camisa e sai o quarto, eu podia escutar as vozes deles alteradas do
corredor, com certeza estavam na sala fui até o pé da escada e parei pra
escutar o que tanto eles discutiam.
-
CHEGA SUZANA, CHEGA. – Meu pai disse um pouco alterado, e passou a mão pelos
cabelos.
-
CHEGA, EU QUE TENHO QUE PARAR, POR FAVOR NÉ RICARDO. – Ela sorriu sarcástica.
-
Suzana, por favor, você sabe que a Vitória não gosta de ver a gente brigando. –
Ele olhou pra ela como se suplicasse.
-
É SEMPRE A VITÓRIA NÉ RICARDO, É SEMPRE A SUA PRINCESINHA FRÁGIL, VOCÊ NUNCA SE PREOCUPA COM O VITOR, NUNCA SE PREOCUPOU COM ELE, VOCÊ NÃO AMA SEU FILHO.
-
SUZANA PELO AMOR DE DEUS EU AMO MEUS FILHOS, E EU NÃO TE DOU O DIREITO DE DUVIDAR DISSO, O VITOR É HOMEM, É MAIS VELHO QUE A VITÓRIA, E ELA SEMPRE FOI MAIS FRÁGIL QUE ELE... agora chega, daqui a pouco ela acorda atordoada com essa
discussão, chega disso. – Novamente meu pai suplicou.
-
Ela já acordou pai, já tá lá no meu quarto chorando porque acordou com essa
briga sem sentido – Passei a mão no rosto e eles me olhavam atentos. –
Realmente, eu vou ser bem sincero, eu não entendo o motivo das brigas de vocês,
é sempre isso, essa discussão besta sem sentido, isso faz mal pra Vitória sim
mãe e também me incomoda pai – Me exaltei um pouco. – Caramba, se vocês não se
amam mais, se estão tendo dificuldade pra seguir junto, porque ainda estão
casados? Poxa, esse é o motivo da briga de vocês? Falta de amor? - Perguntei a eles deixando transparecer a
decepção na minha voz.
-
Não é falta de amor Vitor, pelo menos não da minha parte, eu amo a sua mãe.
-
Mãe. – A chamei, já que estava sentada no sofá com as mãos no rosto.
-
Eu amo seu pai meu filho, amo demais.
-
Então porque brigam desse jeito, gente desde quando eu e a Vitória éramos
pequenos que vocês brigam assim, poxa minha irmã desde pequenininha sofre e
chora por essas brigas de vocês, eu lembro de tantas vezes que a Vitória chorou,
e ver a minha irmã chorando me corta o coração. – Eu já estava com os olhos
marejados, meu pai sentou no sofá de cabeça baixa e minha mãe levantou e me
abraçou forte já chorando.
-
Vitor, por favor, filho, não chora, eu não quero te ver chorando, e não duvide
do quanto eu te amo, por favor. – Ela suplicou.
-
Você não quer me ver chorando mãe, mas a Vitória chorar tá tudo certo pra você?
– Perguntei a ela que parou de me abraçar enxugando as lágrimas.
-
Claro que não Vitor, eu também não gosto de ver a sua irmã chorando.
-
Então porque você sempre fez diferença entre a gente? – A encarei sério.
-
Eu nunca fiz diferença entre vocês, só tinha medo de não te dar atenção
suficiente e você se esquecer de mim. – Ela também me encarou e agora meu pai
também.
-
Eu nunca vou me esquecer de vocês – Lancei meu olhar de um pro outro. – Nem eu
e muito menos a Vitória. – Enxuguei uma lágrima que saiu dos meus olhos
enquanto eles ainda continuavam me encarando. – Eu vou ver como minha irmã tá.
- Disse e sai em direção ao meu quarto.
Vitória Narrando
Fiquei
no quarto do meu irmão enquanto ele ia ver qual o motivo de mais uma briga dos
nossos pais. Acabei dormindo novamente em sua cama, só acordei com ele entrando
no quarto se aproximando e me assustando.
-
Calma, não precisa se assustar. – Ele sorriu e eu me sentei direito na cama.
-
Conversou com eles? – Perguntei me lembrando do que me fez chorar a minutos
atrás. Ele suspirou.
-
Conversei. – Ele fez uma pausa. – Nunca falam o motivo, mamãe sempre chora, mas
enfim minha baixinha. – Me abraçou apertado. – Eu não quero te ver chorando –
Desfez o abraço, e segurou minha mão, me olhando fraterno. – Aqueles dois
parecem crianças. – Sorriu e eu o retribui com outro abraço.
-
Bom agora eu vou descer comer alguma coisa e ir pra academia, não dá pra ficar
curtindo tristeza, vou tentar espairecer. – Falei levantando e lhe dando um
beijo no rosto.
-
Tudo bem baixinha, vai lá, tenta esquecer esse assunto. – Assenti e sai de seu
quarto.
Segui
em direção ao meu quarto, já mais tranquila e disposta a enfrentar algumas
horas de academia. Sentei na beira da minha cama, passei as mãos pelo rosto e
me encarei no espelho a minha frente, é realmente tinhas horas que eu me sentia
uma garotinha frágil e indefesa, e meu irmão sempre aqui comigo, isso só faz meu
amor por ele amentar mais. Respirei fundo me levantei e fui ao closet me trocar
pra academia:
Me
arrumei, peguei meu celular e desci, iria comer algo antes de ir. Ao chegar na
cozinha minha mãe arrumava uma salada de frutas, ao me ver entrar na cozinha,
ela me olhou e sorriu, talvez ela quisesse me agradar, com certeza Vitor havia
falado o meu estado por conta da discussão dela e do meu pai.
-
Filha, vai pra academia agora? – Perguntou.
-
Sim mãe eu vou. – Sorri de canto.
-
Olha eu fiz uma salada de frutas, come antes de sair. – Ela disse me entregando
uma taça com as frutas.
-
Obrigada mãe.
Ela
me encarou enquanto eu levava a primeira colherada à boca, sorriu e como que de
repente, num piscar de olhos eu vi uma lágrima escorrer de seus olhos e ela
virar de costa pra mim, estranhei, deixei a taça de lado e toquei seu ombro.
-
Mãe... Mãe, olha pra mim, o que foi? O que esta acontecendo? – Perguntei a ela.
-
Nada filha, nada. – Ela se virou pra mim limpando os olhos e sorrindo fechado.
– Eu só lembrei-me de quando você era pequena e me deu saudade.
A
abracei, tentando transmitir a ela todo meu amor, não sabia o que estava
havendo com ela, mas sozinha assim eu não poderia deixa-la.
-
Mãe, não precisa disso, não precisa sentir saudade, eu tô aqui com você. –
Sorri pra ela, que retribuiu o gesto. – Bom agora eu vou sofrer um pouquinho,
daqui a pouco eu volto. – Deixei um beijo em sua testa e fui rumo a academia.
NOTAS:
OI MEU AMORES, VORTEI KKKKKK
CAPÍTULO TENSO ESSE NÃO?... ENTÃO ESSE FOI PRA VOCÊS VEREM COMO AS COISAS AS VEZES ACONTECEM NA FAMÍLIA DA VI, ESPERO QUE GOSTEM, COMENTEM PRA MIM SABER O QUE ACHARAM.
PS: RESPONDI TODOS COMENTÁRIOS DO CAPÍTULO PASSADO... E SE VOCÊS COMENTAREM AQUI PRA MIM, A NOITE TEM MAIS UM CAPÍTULO PRA VOCÊS! :)
BEIJOSSS !!!!

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