10 de julho de 2015

CAPÍTULO 7 - JANTAR


Vitória Narrando



Esse cliente do meu pai morava em um grande e famoso condomínio na região de São Paulo, ao chegarmos elogiei mentalmente a casa, era linda. Quando meu pai tocou a campainha meu coração acelerou, cheguei a respirar fundo e passar a mão na lateral do pescoço, a sensação de ansiedade aumentou mais e meu coração disparou, antes da porta ser aberta olhei para o lado e minha mãe me encarava com o cenho franzido, desviei o olhar e me concentrei na porta abrindo. Um homem nos recebeu, seu nome era Amarildo e já era bem conhecido do meu pai, deduzi que esse seria seu cliente.

Ao adentrar definitivamente a sala daquela enorme casa, não acreditei no que eu vi, era ele, o cantor. Nossos olhares se cruzarem e eu senti um arrepio percorreu meu corpo, porém não podia ficar parada em plena sala trocando olhares com aquele rapaz na frente de todos, mas ele parecia mais extasiado do que eu, portanto tomei atitude e fui até ele para cumprimentá-lo. Seu perfume era embriagador, pude senti-lo antes mesmo de oficializar o cumprimento, quando me abraçou senti minhas pernas bambas e logo me afastei sorrindo de canto pra ele indo cumprimentar sua mãe e sua irmã.



Luan Narrando



Era indescritível a sensação de estar tão perto dela a ponto de poder abraça-la e sentir seu cheiro, meu corpo se arrepiou instantaneamente e aproveitei para inalar o máximo que pude daquele perfume doce que ela tinha. Após todos os cumprimentos, meu pai os conduziu para o sofá da sala.

            - Aceitam um vinho? – Meu pai perguntou a todos assentiram e eu fui até a adega na cozinha buscar o vinho acompanhado de minha mãe que pegou as taças.

Voltei para sala e abri a garrafa enquanto minha mãe distribuiu as taças na mão de cada convidado, depois de aberta entreguei a garrafa na mão do meu pai e peguei minha taça para ser servido também. 

Meus pensamentos, agora mais controlados, não se voltavam para outra pessoa a não ser ela, que estava quieta sentada no sofá ao lado direito de seu pai, toda tímida, delicada e receosa. Seus olhos muitas vezes encontravam com os meus, mas ela os desvia rapidamente, senti que ela poderia ficar constrangida com tudo isso, e o que eu menos queria era ver ela incomodada, portanto tratei logo de afastar meus pensamentos daquele rosto de anjo e prestar atenção no assunto principal desse jantar de “negócios”, afinal de contas era sobre o meu escritório.

            - Bom, quando quiserem o jantar já está servido. – Minha mãe entrou na sala avisando e eu nem havia percebido a falta dela naquele ambiente.
            - Então já que está tudo pronto, vamos jantar depois eu, o Luan, você Ricardo e seu filho, subimos para o escritório e assinamos a renovação do contrato, tudo bem filho?
            - Claro tudo bem. – Sorri- Vamos jantar? – Sorri indicando o caminho da sala de jantar.

Na mesa de jantar meu pai sentou ao lado da minha mãe, Ricardo sentou-se com sua esposa de frente para meus pais, eu e Bruna nos sentamos lado a lado e Vitória com seu irmão acomodaram-se nos lugares a nossa frente, coincidência ou não, meu anjo se sentou na minha direção e eu pude novamente a observar durante o jantar.



Vitória Narrando


Depois de trocar olhares com ele durante o jantar, que talvez, por pura obra do destino nos sentamos frente a frente, Amarildo juntamente com o filho convidaram meu pai para ir ao escritório da casa assinar alguns papéis. Minha mãe engatou uma conversa com Marizete mãe de Luan, que por sinal era um amor de pessoa, eu fiquei um pouco vendida, já que meu irmão também subiu acompanhando meu pai. Despertei dos meus pensamentos quando uma voz meu chamou.

            - Vitória. – Eu olhei e Bruna irmã de Luan me chamava.
            - Oi, desculpa, eu estava distraída. – Falei me ajeitando no sofá da sala e colocando uma mecha do cabelo atrás da orelha e logo em seguida a encarando.
            - Tudo bem. – Sorriu. – Vamos lá fora dar uma volta, aqui a gente vai ficar no tédio. –Sorri assentindo e a acompanhei até a parte externa da casa.
            - Você é assim sempre quietinha? – Bruna perguntou após nos sentarmos nas espreguiçadeiras na beira da piscina.
            - Um pouco. – Sorri sem jeito. – É meu jeito desde criança, mas com o tempo fui procurando me soltar um pouco mais, não adiantou muito mais tentei. – Gargalhamos com esse meu comentário
            - Então me fala sobre você, quantos anos tem? O que faz?
            - Tenho 24 anos, acabei de me formar, sou pediatra e abri recentemente meu consultório aqui em São Paulo.
            - Caramba, não imaginei que você fosse pediatra, deve ter sido bem corrido esses anos de estudo.
            - Foi não posso negar, foram bem corridos e sofridos também. Mas e você, o que faz? Quantos anos tem?
            - Bom eu tenho 20 anos e faço teatro, sempre foi meu sonho minha paixão. – Sorriu contente.
          - Que bom que você está realizando esse sonho, medicina também era o meu e depois de alguns anos vê-lo concretizado é muito gratificante. - Sorri pra ela.

Fomos interrompidos por meu pai me chamando para ir embora, me despedi de Bruna após trocarmos os nossos números, prometendo uma à outra de nos encontramos em outra oportunidade. Ao adentrar a casa novamente me despedi de todos inclusive dele, trocando um último olhar de despedida ao passar pela porta da casa indo em direção ao carro.










NOTAS: 

AMORES DA MINHA VIDA, CHEGUEI HAHAHA

AÍ ESTÁ O CAPÍTULO DE VOCÊS, ESPERO QUE GOSTEM, E COMENTEM PRA MIM.

BOM ESSE FIM DE SEMANA EU TALVEZ NÃO POSTE :( , MOTIVO É PORQUE VAI SER MEIO CORRIDO E EU TENHO QUE ADIANTAR A FIC , MEU ESTOQUE DE CAPÍTULOS ESTÁ ACABANDO KKKKK, NÃO ME MATEM, PESSO QUE ME PERDOEM E ME ENTENDAM E NÃO SUMAM

ENTÃO É ISSO, DIVIRTAM-SE, APROVEITEM O FIM DE SEMANA E SEGUNDA EU TÔ DE VOLTA.

BEIJO AMO VOCÊS!!

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